terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Dá Cumbuca - Salve Tia Doca

Infelizmente nesse domingo (25/01) perdemos uma grande dama do samba, Julçária Cruz Costa. Essa mulher, guerreira, amiga, mãe, fantástica, sambeira era o pilar do samba no subúrbio do Rio. A maior incentivadora da nova geração do samba.

Graças a Deus tive o privilégio de conviver muitos anos ao seu lado, escutei histórias, aprendi muitos sambas, ria bastante quando ela falava que ia contar para minha namorada as minhas andanças rsrsrsrsrs, pois não podia ficar conversando com ninguém que já falava: sabe que ele é casado, tem duas filhas, toma juízo, rsrsrs, olha a língua!, vou contar tudinho quando ela chegar aqui e chamava-a carinhosamente de “Dá Cumbuca” rsrsrsrs...

Mesmo com bastante dificuldade, era figura presente nos meus aniversários, as vezes também no Pagode da Tia Ciça. Gostava muito de conversar com ela, sempre queria saber como estava minha vida, família, filhas, trabalhos, que saudade!

Toquei alguns anos no Pagode da Tia Doca, que foi minha maior escola. Conheci muitos sambistas, fiz grandes amizades, sambei, aprendi sambas, cresci musicalmente e fui incentivado por ela e pelo Nem, seu filho, que chamo de BIGODE, a ver o samba de forma diferente. Na época estava começando o Pagode da Tia Ciça como outros amigos e eles, como eu já disse, incentivaram muito, muito, muito!
Agradeço aos dois pela a ajuda que me deram.


Vou colocar uma música do meu tio Eli Santos e Cristian, pois na época, iriamos gravar essa canção no CD da Tia Doca, mas não rolou.

Nosso canto é adubo consistente
Nele a raiz se fortalece
Artifício que se mostra convincente
Pois o que é bom nunca perece

Um clamor estridente
Que se faz presente
E que sutilmente
Conquista aquele que é diferente
Que não se comove ao cantar
E assim premeditaram os poetas ancestrais
Sofreremos influências de mesmices tão banais
Mas a nossa poesia
Não se renderá jamais
Enquanto houver o querer
Teremos poder e muito mais

Paz que encanta
O nosso samba é um jardim de faz de conta
E o poder para o florir
Só tem quem canta
Buquê de versos concebidos na garganta
Respeito e glória
Tem todo aquele que é vanguarda
Nessa história
Mas pro sambista verdadeiro que importa
São travessas batucadas
No quintal da Tia Doca

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Gravação do CD - Grupo Deu Branco

Fica até sem graça falar isso, rsrsrs. Parece brincadeira, mas o Deu Branco também surgiu de uma brincadeira entre amigos, quando tocavam sem compromisso em roda de samba na Barra da Tijuca e hoje em dia está bombando as noites de domingo no Bom Sujeito e levando o samba para outras fronteiras rsrsrsrs.

O Grupo Deu Branco tem hoje uma formação com suing da Edgar rsrsrs. Tanto tempo que não falava isso! Adorei! São eles: Fernando (reco-reco e voz), Paulinho (cavaco e voz), Diogo (banjo e voz), Bruno (pandeiro e vocal), Flavio Catatau (surdo e vocal), Guilherme (percussão geral e complementos).
São 13 anos de história, várias formações e atualmente um time firme e unido onde a prioridade é tocar samba com alegria, amor e respeito aos grandes mestres. Foram inspirados por Candeia, Paulinho da Viola, Jorge Aragão, Almir Guineto, Zeca Pagodinho, João Nogueira, entre outros.
Galera, o Deu Branco procura cantar os grandes compositores e grandes intérpretes que nem sempre são lembrados pela mídia. O que esses sambistas querem é cantar samba com qualidade. Tive o prazer de vê-los em algumas rodas de samba e indico a todos os amigos e amantes da boa música.
No momento eles estão gravando o primeiro CD, produzido pelo grande mestre, músico e produtor músical da banda do Martinho da Vila, Wanderson Martins.
Serão 12 faixas onde participam desde os mais consagrados compositores até os da nova geração. Também rolaram participações de músicos como: Marcelo Correia, Lula Matos, Eu, Eduardo Neves, Pedrinho, João Martins, entre outros...
O CD ainda não tem nome, então, sugestões são bem vindas!

Essa galera já contou com participações maravilhosas na roda de samba do grupo que acontece no Bom Sujeito na Barra da Tijuca, como: Adalto Magualha, Tuninho Gerais, Efson, Ratinho, Gustuvo Clarão, Marquinhos Diniz, Chiquinho Virgula, Wanderson Martins, Sombra, Marquinhos Pqd, Netinho de Paula, Claudinho Guimarães, Juninho Timbau, João Martins, Baiaco, Bananada, Serginho Meriti, Zé Roberto, Zé Catimba, Wanderlei Monteiro, entre outros...

Axé

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Gravação do CD - Amigo é pra essas coisas

O Brasil é um país que cresce em vários segmentos, dentre eles o cultural, que projeta o nosso país gerando respeito e admiração nacional e internacional.
Nossa música a cada dia se estabelece como uma das mais ricas do mundo, um ponto de referência para todos os profissionais que vivem da música por todo o planeta.
A música brasileira sempre teve novos compositores preocupados com a qualidade de harmonização e sonoridade das composições. Focado em apresentar uma nova concepção, sempre olhando para o passado, mas buscando alternativas para o futuro, viabilizando uma nova forma de compor e de pensar a música. Essa geração está muito ligada ao que já foi feito pelos grandes nomes da nossa música e, por isso, aposta que, por essa importante influência, "O NOVO SEMPRE VEM..." como diz a música "Como nossos pais" do compositor Belchior.
Nascido em Niteroí, no estado do Rio de Janeiro em 1985, Cesar Mocarzel sempre teve a música incerta na vida. Aos 09 anos, ele ingressou na Banda Sinfônica do Colégio Salesiano Santa Rosa em Niteroí e lá permaneceu até os 21 anos. Estudou clarineta e saxofone. Formado em jornalismo e publicidade, Cesar é atualmente repórter e produtor do Sistema Globo de Rádio (Rádio Globo e CBN) e é responsável pelas pautas culturais da rádio. Muito ligado a área cultural, também trabalha como produtor e é amigo de grandes nomes da Música Popular Brasileira. Como compositor, tem parcerias com músicos de Niteroí, cidade onde cresceu e se desenvolveu musicalmente.
Autor e direção Geral: CESAR MOCARZEL
Produtor Executivo: JOÃO MONTEIRO
Produtor e Diretor Musical: FERNANDO BRANDÃO

Artistas participantes: GUINGA, ROBERTO MENESCAL, MONARCO, LEILA PINHEIRO, MARQUINHOS DINIZ, RUY FARIAS (EX-MPB 4), QUARTETO EM CY, EDU KRIEGER, CLAUDIA TELLES, MARCELA MANGABEIRA (MULHERES DE HOLANDA), ELIZA LACERDA (MULHERES DE HOLANDA), MAURÍCIO DETONI (GARGANTA PROFUNDA), ANA COSTA, MAESTRO BOCÃO, CHICO BATERA, CHICO FARIAS, LAURA ZANDONANI, LÊ SANTANA, IRACEMA MONTEIRO E CHICO ALVES.

Músicos participantes: FERNANDO BRANDÃO (violões, cavaco e viola-caipira), WELLINGTON MONTEIRO (cavaco), FELIPE TAUIL, DANIEL KARIN, JORGE ANDRÉ (percussão), WHATSON CARDOZO (clarineta e sax alto), MAICO LOPES E BALDE (trompete), FABIANO SEGALOTE (trombone tenor), BRUNO MARQUES (sax tenor), DUDU DA FLAUTA (flauta em dó) e ROGÉRIO SIRI (gaita).

O Projeto GRAVAÇÃO DO CD "AMIGO É PRA ESSAS COISAS", tem a intenção como já diz o nome, de unir amigos tanto nas composições, arranjos, execução e interpretação quanto na vida. A música popular brasileira está muito carente de romantismo. É preciso resgatar os compositores que se encontravam nas casas, não só para compor, mas também para falar da vida.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Gravação do CD - Inácio Rios

Fui tocar em Niteroí e recebi a maravilhosa ligação do meu irmão, amigo, sambeiro, parceiro, Inácio Rios, para gravar no novo CD dele. A gravina iria rolar de manhã, depois passou para tarde, depois não daria mais tempo, ficou complicado, porque teria que passar o som no Country Clube de Pendotiba. Mas no fim deu tudo certo...

O Inácio é maluquinho mesmo, pegou o carro e foi me lá buscar. Durante a passagem de som, que estava demorando, fui no estudio e gravei uns pandeiros no disco. Rolou maneiro! Depois vocês vão escutar, curti bastante. Não poderia ficar de fora desse CD.
Desde pequeno Inácio sempre gostou de cantar e compor. Aos 8 anos gravou junto com o pai "Zé Catimba" num CD da Sony Music dos melhores sambas enredo da Imperatiz Leopoldinense.

Com 11 anos foi chamado por Martinho da Vila pra gravar duas faixas no CD "Butequim do Martinho". Neste, mostrou seu lado compositor na música "Se Deus Quiser" em parceria com o pai. Através desta participação no CD, fez shows no Tom Brasil (SP), Teatro Rival (RJ), Imperatiz, etc. E vários programas na TV como Sem Censura, Vídeo Show, Onda Carioca, etc.

Em 1997 recebeu o prêmio de "Revelação da MPB", pela OMB, como cantor e compositor.

Disputou em 2004, aos 19 anos, um samba enredo na Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel para o carnaval de 2005, com dois parceiros e consagrou-se o mais jovem campeão de samba enredo da história dos carnavais.

Em parceria com Diogo Nogueira compôs a música "Samba Pros Poetas" que está no atual CD e DVD do Diogo.

Seu primeiro CD, Bendita Percussão, lançado em Junho de 2007 conta com músicas de Dudu Nobre, Roque Ferreira, Nelson Rufino, Martinho da Vila, Zé Catimba, Diogo Nogueira, Paulo Cesar Pinheiro, entre outros.

Enfim, um CD para ficar na história.
Daqui a pouco vem aí o segundo CD do meu mano.
Inácio, boa sorte!
Viva a boa música popular!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Encontro com o Samba - Quinta do Parque

Compositor e cantor do primeiro escalão do samba carioca. Marquinhos Diniz é um bamba geneticamente forte, pois é filho de Monarco, irmão mais novo de Mauro Diniz e tio de Juliana Diniz.

Compôs para Zeca Pagodinho: Caviar, Parabólica, Mary Lú, Conflito, Dona Esponja, Dona Encrenca, Preservanção das raízes, Comunidade Carente e Sururu na Feira.

Grandes intérpretes gravaram seus sambas, dentre eles: Almir Guineto, Dudu Nobre, Reinaldo, Arlindo Cruz, Toque de Prima, Galocantô, Royce do Cavaco, Selma Rios, Grupo Sambalanço, Grupo Sob Medida, Quintal do Pagodinho, Gabrielzinho de Irajá, Bezerra da Silva e Trio Calafrio do qual faz parte com Luiz Grande e Barberinho do Jacarezinho e ainda gravou com seu irmão, Mauro Diniz, um pout-porri no CD Apoteose do Samba.

Foi citado por Zeca Pagodinho - em entrevista ao Jornal O Globo em julho de 2008 - na lista dos dez maiores compositores de samba dos últimos tempos.
Marcos Diniz também foi campeão de samba enredo na Escola Unidos do Jacarezinho e nos blocos carnavalescos Rosa de Ouro e Unidos de Oswaldo Cruz.

Atuou em programas de diversar emissoras, como: Domingão do Faustão, Jô Soares, Ratinho, Jorge Perlingeiro, e fez shows em diversas casas: Canecão, Teatro Rival, Teatro João Caetano, Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Teatro Munical de Niteroí, entre outros.
Atualmente comanda a roda de samba quinzenalmente na Quinta do Parque em Niteroí.


O nome Mulato Velho veio de um prato feito com um bagre salgado e que era servido nas rodas de samba da Dona Vicentina.

O grupo surgiu a aproximadamente três anos, exatamente em torno de uma mesa, tocando, contando, comungando o prazer da companhia, fazendo despertar os sentidos, celebrando a vida, no que ela tem de melhor. Tem como essência o samba, símbola da nossa cultura.

O Grupo Mulato Velho tem a preocupação com o sentimento da música. O jeito de executar os instrumentos, a preocupação com a sonoridade e o respeito com a época com que a música foi composta.

Para o Mulato Velho a música não é apenas um conjunto de sons e ritmos, mas uma identidade da cultura de um povo. Um povo que demonstra do sofrimento à alegria no seu estilo musical. Estou falando do movimento musical mas rico do mundo, a Música Popular Brasileira.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Galocantô - Lirismo do Rio

O segundo CD do Galocantô "Lirismo do Rio" esta sendo gravado, e estive lá participando desse trabalho. Como sempre é um prazer fazer um som com essa galera, o ambiente sempre maneiro, rindo bastante e curtindo muito.
O repertório esta coisa linda, com músicas do Edson Cortes (Dinho), Rodrigo Carvalho (Biro-Biro-Biro), Lula Matos e uma novidade que meu irmãozinho Marcelo Correa (Nego) com música também nesse segundo CD, ainda tem musicas do João Martins, Mingo, Baiaco, Nei Lopes, Trio Calafrio, Zé Luiz, Fred Camacho, Tuninho Gerais entre outros...
A gravação ainda não acabou, estava apenas na base da batucada e estou muito feliz em fazer parte dessa historia.

Dinho e Pedro, quando dei por mim, com meu tamborim era de manhã.
Lula Matos, sem falar lulês mas com um swing danado
Pedro Areas, pega meu pandeiro, que tem partideiro
Alow Hein, estou aí...
Nego e Wanderson Martins (dois maestros)
Biro-Biro-Biro-Biro Carvalho
Leo Costinha, meu surdo parece absurdo.
Jadir Florindo, Eu, Biro, Lúcia, Marcelo, Wandeson e Lula

O Galocantô canta, e muito , não só as quatro da manhã, mas toda a cronologia do melhor cancioneiro verde-amarelo.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Batuqueiros da Lapa - Novo Projeto

Músicos residentes e frequëntadores do bairro da Lapa juntaram-se para fazer uma releitura dos clássicos do samba desde o inicio do século passado até os dias atuais. Reunem instrumentos surgidos nas primeiras rodas de samba até os apresentados no Cacique de Ramos que são utilizados nas rodas de hoje.
A proposta do grupo é reafirmar o samba como Patrimônio Histórico Cultural e participar de sua revalorização através das raízes. Mostrar que a roda de samba e comunhão, é integração, é emoção, são os partideiros improvisando alegria, os batuqueiros repicando em harmonia, as pastoras entoando uma melodia numa perfeita sintonia.
O samba é a nossa maior expressão cultural, mas sem a roda seria apenas música.



Lapa de todos os tempos

O projeto é formado por artistas populares, músicos, compositores e cantores, cuja a proposta é priorizar a cultura popular do Rio de Janeiro, especialmente aquela produzuda ou inspirada pela boemia carioca presente no bairro da Lapa.

A Lapa

Conhecida como berço da boemia carioca, escolhida como lugar preferencial dos amantes da vida noturna, em 1950, era conhecida como Montmartre Carioca, equiparando assim ao famoso bairro da boemia parisiense. Com essa herança a Lapa é o local privelegiado de memoráveis encontros e fonte para intelectuais, artistas e politicos. A diversidade cultural está presente em uma miríade de grupos artísticos tais como os de samba, de forró, do choro, ou seja, o melhor da Música Popular Brasileira.

O Samba

O samba, desde o seu nascimento, vem ocupando um papel relevante em nossa história. Por um lado, apresenta-se como um elemento de expressão de identidade não só carioca, mas também nacional. Por outro lado, desde a sua afirmação como tal, a partir dos anos de 1920, tem se tornado um elemento relevante na crítica dso custumes por parte de seus mais expressivos expoentes.